O tópico
desse mês configura uma situação que acomete aproximadamente 90%
das mulheres,: a tão “temida” celulite - cientificamente,
chamada de lipodistrofia ginóide. Sua causa está relacionada com o
acúmulo de substâncias residuais nos tecidos, provocada por uma
dieta desequilibrada, rica em alimentos refinados e pobres em frutas,
legumes e verduras. Os depósitos de água, gordura e substâncias
tóxicas em algumas regiões do corpo dão a aparência da celulite,
uma espécie de deformação na pele, que fica mais evidente quando a
pele é pressionada. Entretanto, ao contrário do que muitos
imaginam, não ocorre apenas em indivíduos com sobrepeso, pessoas
esteticamente consideradas “magras” ou “normais” também
podem apresentá-las.
A
classificação desta lipodistrofia ocorre de acordo com os seus
estágios. O grau I é a fase oculta ou de predisposição e pode ser
reversível. No grau II, a celulite começa a ser visível, porém,
também pode ser reversível. Já no grau III, observa-se a etapa um
pouco mais avançada, porém ainda passível de tratamento e pode ser
reversível. A fase mais complexa da doença acontece no grau IV,
quando observa-se grande ondulação na pele na posição normal sem
a ação de pressão local.
Ocorre
com grande freqüência nas mulheres devido ao hormônio estrogênio,
responsável pelo acúmulo de gordura principalmente na região do
quadril e coxas. Há variações em tal hormônio durante o ciclo
menstrual e graças a este, grande parte das mulheres durante a
menstruação sente-se “inchada”.
À medida
que a pele envelhece, a superfície torna-se mais fina e menos
elástica, contribuindo par celulite tornar-se mais evidente, como
não podemos evitar o efeito da idade sobre nosso corpo, recomenda-se
evitar a exposição excessiva ao sol a fim de manter a elasticidade
da pele, como medida de prevenção.
Os
diversos tratamentos estéticos estão em alta, entretanto, grande
parte destes não proporcionam efeitos duradouros, deve-se aliar uma
série de fatores para um melhor resultado, como mudança no estilo
de vida para hábitos saudáveis como dietas adequadas e exercício
físico, além de cuidados com a pele como evitar exposição ao sol.
Abaixo
seguem outras dicas complementares:
•
Preferir fontes magras de proteína (sem camada de gordura) como omeletes feitos somente com
a clara, aves, peixes e carnes vermelhas magras, como o lagarto, a
maminha e o filé mignon;
•
Consumir, diariamente, frutas, legumes e verduras;
•
Preferir alimentos integrais, pois são grandes fontes de fibras e
ajudam a diminuir a absorção das gorduras, além de contribuir para
a regulação do intestino;
•
Prefira alimentos que não contêm sal na sua formulação como
margarina sem sal, vegetais em geral e temperos naturais, pois o sal
favorece a retenção de líquidos e, assim, agrava a gordura
localizada;
• Evite
os refrigerantes e as bebidas alcoólicas; prefira sucos naturais ou
água;
•
Substitua as frituras por preparações grelhadas, assadas ou
cozidas;
• Beba bastante aguá durante todo o dia, e nos dias mais quentes beba maiores quantidades;
• Evite
alimentos ou preparações gordurosas
E
atenção: não pense em pôr em prática todo esse conjunto de ações
momentaneamente, pelo contrário, isso deve fazer parte de sua vida,
pois antes mesmo de sua estética está a sua saúde!
Referências bibliográficas:
NETO, M.F. Estudo da Composição
Corporal e suas Implicações no Tratamento da Hidrolipodistrofia e da
Síndrome de Desarmonia Corporal. Revista da Sociedade Brasileira de
Medicina Estética, n. 15, p. 20-27. Dez 2003.
SILVA, S.M.C.; MURA, J.D.A.
Tratado de alimentação, nutrição e dietoterapia in: Terapia nutricional
na lipodistrofia genóide. Ed roca, p.633, 2007.
NETO, M.F. Estudo da Composição
Corporal e suas Implicações no Tratamento da Hidrolipodistrofia e da
Síndrome de Desarmonia Corporal. Revista da Sociedade Brasileira de
Medicina Estética, n. 15, p. 20-27. Dez 2003.
SILVA, S.M.C.; MURA, J.D.A.
Tratado de alimentação, nutrição e dietoterapia in: Terapia nutricional
na lipodistrofia genóide. Ed roca, p.633, 2007.